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Uma experiência sensorial

Sinestesia ao nível dos interiores – O poder da cor

Uma experiência sensorial

06/06/2022

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Para um projeto de arquitetura ou design de interiores ser considerado bom é fundamental que este seja pensado do ponto de vista do usuário. Assim, quando um profissional se depara com um espaço, o seu propósito é não só desenvolver um ambiente esteticamente funcional que responda às necessidades do cliente, mas também desencadear e promover sensações em quem dele usufruir.

Com certeza já experienciou sensações únicas em determinados locais (quarto de hotel, restaurante, espaço comercial) que lhe ficaram gravadas na memória; que o fizeram “viajar” no tempo ou no espaço, sentir uma paz inexplicável ou uma sensação de vitalidade e energia indescritíveis.

Se eu lhe disser que isso não é um mero acaso? Que tudo isso foi pensado ao detalhe por parte de quem projetou esses espaços, muitas vezes com intenções/mensagens subliminares? Não é fascinante?

Essas sensações resultam de estímulos físicos (visuais, tácteis, olfativos, etc.) provenientes da nossa interação com os elementos/materiais presentes no espaço, num todo.

 

As cores, as texturas e os aromas ao serem percecionados e descodificados pelo cérebro humano, são assimilados de forma complemente distinta, dependendo da sensibilidade e experiência pessoal de cada individuo e, portanto, impossíveis de serem avaliadas em separado.

 

Para se alcançar essa sinestesia ao nível dos interiores é necessária uma vasta pesquisa, enquadramento histórico e uma criteriosa escolha de elementos que irão integrar esses espaços. Quanto maior a riqueza dos estímulos sensoriais mais eficaz será a transmissão da mensagem, uma vez que estaremos a ativar em simultâneo os 5 sentidos.

No entanto, numa abordagem mais “simplista” de um projeto de arquitetura ou design de interiores para o qual se dispõe de um orçamento mais limitado (por exemplo), a predominância de estímulos visuais irá ser maior e o recurso à cor representa uma das ferramentas mais utilizada e acessível para se conseguir transformar a atmosfera de um ambiente.

 

A cor adquire assim um papel fundamental na mensagem que se pretende transmitir ao cérebro, podendo condicionar comportamentos, influenciar o humor, as funções cognitivas, a criatividade e até a produtividade de uma pessoa.

 

A partir dessa compreensão, o processo criativo inicia-se respondendo a perguntas do tipo:

  1. Trata-se de um espaço público ou residencial?
  2. Uma sala de convívio, um quarto ou um espaço de trabalho?
  3. E por fim, que tipo de sensações/emoções positivas se pretende sentir em cada um?

A escolha das cores, nomeadamente da paleta de cores, deverá basear-se em esquemas e combinações cromáticas harmoniosas, respeitando os aspetos psicológicos e sensoriais associados a cada cor. Portanto, deve ser muito criteriosa em relação ao uso, sobretudo em espaços com atividades que exijam algum tipo de sensação específica.

 

A predominância de uma determinada cor num espaço determinará o tipo de sensação/comunicação que se irá estabelecer com o usuário.

 

Por exemplo, analisemos duas cores, o vermelho e o azul pastel:

  • O vermelho sendo uma cor quente e vibrante imprime uma sensação de “calor”, movimento e inquietação a um espaço, atraindo atenção imediata devido ao seu poderoso efeito ativador sobre o sistema nervoso.
  • O azul pastel, por sua vez, é uma cor que remete para uma sensação de paz e conforto, de relaxamento. Em termos fisiológicos, isto é justificado pelo impacto calmante que desencadeia ao nível do sistema nervoso central, na medida em que reduz a pulsação e a pressão arterial; sendo que em determinados contextos pode inclusive ajudar a aumentar a concentração.

Assim, se pretendemos projetar um quarto, no qual é expectável a criação de um ambiente tranquilo e aconchegante, que dê primazia ao descanso, a probabilidade de a escolha do profissional recair no azul pastel é maior. O que não invalida o uso de vermelho, podendo o seu uso “controlado” fazer realçar e trazer para primeiro plano determinados objetos através do forte contraste que cria.

Em suma, a perceção das cores nas suas 3 dimensões (tom, saturação e luminosidade) podem ser diferentes por fatores inerentes ao espaço, tais como iluminação/orientação solar, dimensão, temperatura e pelo contexto (elementos e materiais) na qual está inserida. No entanto e de uma forma geral:

  • Cores claras conferem uma maior amplitude uma vez que refletem a luz, em contraponto com as escuras, que “confinam” e tornam os espaços mais soturnos e dramáticos;
  • Tons frios transmitem uma sensação de calma e impessoalidade, sendo por isso muitas vezes usados em espaços de uso “temporário” (hospitais, por exemplo);
  • Cores vibrantes, em especial “as quentes”, como o amarelo, o laranja ou o vermelho, são ótimas opções quando se pretende trazer vitalidade, movimento e energia a um determinado ambiente. Quanto mais saturadas, maior o efeito. Tendo em atenção que a superestimulação, ou seja, quando usados em excesso ou desadequadamente, pode causar sensações negativas (cansaço);
  • Tons pastéis remetem à infância por serem “atenuações” das cores primárias. São ideais para ambientes que se pretendem mais tranquilos e aconchegantes;
  • Cores neutras, tais como o branco, o bege, o cinza como não são tão marcantes (baixo impacto psicológico) tornam-se bastante versáteis, servindo de base para complementação com outras cores.

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Leonor Ricardo Soares,
Designer de Interiores

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